quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Entre Saltos

"Em 2013, o Coletivo PI recebeu o Prêmio FUNARTE - Mulheres nas Artes Visuais, com a performance urbana Entre Saltos. As cidades de São Paulo, Campinas/SP, Porto Alegre/RS e Salvador/BA foram eleitas para receber a performance em 2014. Para a intervenção, o Coletivo PI conta com a colaboração da performer e artista plástica Ana Teresa Fernández, que trabalha com temáticas ligadas à desigualdade, imigração e questões do gênero feminino.
A intervenção urbana proposta pelo Coletivo PI aborda a figura da mulher no mundo contemporâneo. A performance trata da construção da feminilidade bem como a imagem do feminino em relação à esfera pública. A ação se dá em forma de um desfile público, de muitas mulheres, que pretende enfatizar o equilíbrio e o desequilíbrio enfrentados pelo feminino na metáfora do “sapato de salto alto”, e propõe colocar a rua como extensão do corpo e da vida. Ao término, as performers constroem poeticamente uma instalação com a colaboração da artista plástica e performer mexicana Ana Teresa Fernández.De acordo com as artistas do Coletivo PI, Entre Saltos “fala sobre a mulher que procura se equilibrar entre as várias esferas de sua vida e sobre as imposições de uma sociedade cada vez mais voltada ao culto à imagem e a padrões de beleza rigorosos, a mulher que procura ser mãe atenciosa, mulher desejável, profissional competente, habilidosa nas funções domésticas e ainda se sustentar sobre dois saltos altos. A performance de um coro de mulheres trata da beleza comum, da força e a fragilidade juntas em um exercício da subjetividade e existência”.A intervenção ocorreu em fevereiro de 2014 no centro na cidade de São Paulo. Mais de quarenta mulheres percorreram a cidade e finalizaram a ação no Vale do Anhangabaú onde os sapatos foram enterrados pelas participantes.Em março foi a vez da cidade de Campinas receber a performance, por meio do Sesc Campinas. A ação foi realizada no Jardim Itatinga, bairro periférico da cidade, contando inclusive com a colaboração de mulheres profissionais do sexo que lá vivem e trabalham, por meio da parceria com a Associação de Mulheres Guerreiras. A organização campineira é integrante da Rede Nacional de Prostitutas, que luta pelo reconhecimento legal do profissional do sexo, por meio da organização da categoria e sua mobilização em defesa e promoção de seus direitos. A ação também contou com o apoio de profissionais autônomos e comerciantes do bairro e tem parcerias com as instituições Pastoral da Mulher Marginalizada e Centro de Estudos e Promoção da Mulher Marginalizada (CEPROMM), ambas situadas no Jardim Itatinga.
Porto Alegre/RS foi a terceira cidade a receber o projeto em abril de 2014. Para a realização da performance, o Coletivo PI contou com o apoio da ONG Coletivo Feminino PluralO grupo trabalha há mais de 16 anos em defesa dos direitos da mulher por meio de projetos sociais e culturais e articulações políticas. A oficina de intervenção urbana ocorreu na Casa de Cultura Mário Quintana, mesmo local onde começou a performance na capital gaúcha. O coro com cerca de 30 mulheres atravessou o centro histórico da cidade e encerrou Entre Saltos duas horas depois no Parque Farroupilha, também conhecido por Parque Redenção. A escultura foi erguida diante da estátua em referência a Atena, deusa da guerra e da sabedoria.  A finalização do projeto Entre Saltos, dentro do Prêmio Mulheres nas Artes Visuais, ocorreu em maio na cidade de Salvador/BA. Para realização da oficina e performance, o Coletivo PI contou com o apoio do Espaço Xisto Bahia. Mulheres e homens de diversas origens e motivações percorreram o centro histórico de Salvador, em especial a região do Pelourinho. A performance encerrou no Dique do Tororó onde os performers trançaram os sapatos à beira do rio. Ao todo, mais de 150 performers participaram do projeto como performers. A equipe de produção reuniu integrantes do Coletivo PI e colaboradores locais em cada cidade. 

Ficha TécnicaCriação - Coletivo PIPerformers e oficineiras - Pâmella Cruz, Priscilla Toscano e Natalia ViannaArtista Plástica convidada -  Ana Teresa FernandezEquipe de produção - Adriano Garcia, Chai Rodrigues, Jean Carlo Cunha, Natalia Vianna, Mari Sanhudo, Pâmella Cruz e Priscilla Toscano.Assessoria de imprensa - KB ComunicaçãoApoio técnico - Douglas Torelli, Felipe Mochiute, Sandra Azevedo, Thiago Camacho e Rodrigo Spavanelli"

Fonte: http://www.coletivopi.com/p/entre-saltos.html

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Coletivo Pi

"Fundado em 2009, por Pâmella Cruz e Priscilla Toscano, o Coletivo PI realiza intervenções urbanas efêmeras utilizando diferentes linguagens, tais como a performance, o teatro, a dança e as artes visuais, para compor suas criações. A pesquisa do grupo tem como base o diálogo entre o artista e o espaço, na construção de formas poéticas que representem e transformem um espaço (físico ou imaginário), resgatando sua memória, discutindo suas funções e propondo novas percepções.
Pâmella, Priscilla e Natalia Vianna, que passou a integrar o núcleo em 2010, se conheceram na UNESP – Universidade Estadual Paulista em 2005 no curso de Licenciatura em Arte-Teatro e desde a graduação percebiam as afinidades quanto às questões artísticas. Um dos objetivos do Coletivo PI é pensar e realizar intervenções e performances em espaços urbanos reafirmando a rua e locais utilizados cotidianamente pela população como espaços da experiência e da criação. No início de 2014, também passaram a integrar o PI os performers Chai Rodrigues, Jean Carlo Cunha e Mari Sanhudo.
O PI possui uma trajetória crescente no cenário brasileiro da Intervenção Urbana e da Performance. Os principais trabalhos do coletivo são Na Casa de Paulo, contemplado pelo “Prêmio Artes Cênicas na Rua 2011” - FUNARTE/MINC, realizado em 2012; a performance urbana CEGOS em parceria com o Desvio Coletivo em 2012 e 2013; o edital “Obras em Construção”, da Associação Cultural Casa das Caldeiras, com o projeto “Reflexos Urbanos”. Desde abril de 2013 o grupo está em processo de residência artística no local, visando à criação e temporada do espetáculo multimídia O retrato mais que óbvio daquilo que não vemos, contemplado no Edital da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo - “Primeiras obras de produção de espetáculo inédito e temporada de teatro”. A peça terá estreia em 2014; e Entre Saltos, a performance urbana vencedora do Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2013. 

Nome Coletivo PIMas por que PI? O que é o PI?O mais conhecido 3,14.
É o símbolo grego utilizado pela Matématica em diversos cálculos…
É um símbolo de fácil reconhecimento…
Está ligado a qualquer forma circular…
É o 3,1415926.
É o valor da razão entre a circunferência de qualquer círculo e seu diâmetro, é a mais antiga constante matemática que se conhece.
Tem força enquanto palavra e som.
É a mais pura abstração…
É o nome de um personagem do livro Avó Dezenove e o Segredo do Soviético – Ondjak.
O PI tem até um dia próprio! 14 de março. A primeira comemoração do Dia do PI aconteceu no museu Exploratorium de São Francisco, em 1988, com público e funcionários marchando em torno de um dos espaços circulares do museu, e depois consumindo tortas de frutas no ano seguinte, o museu acrescentou pizza ao menu do Dia do PI.
Pi é um símbolo ligado a circularidade, a qualquer simetria esférica. O círculo é a forma mais democrática de distribuição de pessoas em um espaço, onde todos possuem a mesma posição, todos podem se ver.
Por fim, PI é Performance e Intervenção."

Fonte: http://www.coletivopi.com/p/o-coletivo-pi.html

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Contornos

"O Coletivo Pi é famoso por realizar performances e intervenções urbanas ousadas e efêmeras na cidade de São Paulo, unindo diferentes linguagens, como teatro,  dança, performance e artes visuais. Pretendendo surpreender desta vez o público do Rio de Janeiro, o Coletivo prepara a intervenção Contornos, em que quatro mulheres criam uma tela ao vivo, pintada com os próprios corpos.
Cada performer se banha em tinta de cor diferente e pinta uma tela a partir de seus movimentos corporais, deixando contornos coloridos. A performance integra a programação da Maratona Cultural Cidade Olímpica, que celebra o marco de um ano para o início dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, com diversas atividades gratuitas que acontecerão na Praça da Cinelândia durante o dia todo. O Coletivo Pi se apresenta no dia 8 de agosto, às 15h00, no Pátio do Museu Nacional de Belas Artes.
O trabalho surgiu da ideia de criar uma grande parede branca com as marcas de corpos, imprimindo cor e movimento, usando a materialidade corporal como instrumento principal para feitura da tela, deslocando a importância da obra para o momento de sua criação, valorizando o processo e não apenas o produto final. A ação tem inspiração na pintura gestual de Jackson Pollock, cuja pintura era fruto de uma composição de movimentos e gestos, em que o artista entra na obra e dá vasão ao ato espontâneo de criar.
Contornos é uma reflexão poética sobre o corpo/matéria e a identidade/feminilidade. A performance encara o corpo como nosso território, a materialidade de nossa existência e pensa sobre os contornos femininos, como eles definem e segregam, quais as possibilidades transitórias de um corpo que é território, quais os carimbos que deixamos ou levamos em nossa relação com a cultura/cidade, que também é território, porém coletivo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5W4YIsE3JKf3gXwrWEohhAy12vnPH2R0aKgDBv0-5dodxOVYyYg3huMIhPGhKrRfJbDEYo2d0AU9KXta_Z0xqTb3GhPUM30YGbY6ngUeyUyPrDc8PUsc2C_eCnDZ5VWaZ734dXZr0Pfs/s1600/116_rdionisioframe_118109022015.jpg

Performance “Contornos” do Coletivo Pi
Pátio do Museu Nacional de Belas Artes
Av. Rio Branco, 199 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Dia 8 de agosto, às 15h"


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A revolta do invólucro

Um homem qualquer.
700m de plástico-bolha.
Puro fetiche.
Ele desenrola a matéria como se o invólucro demarcasse a obra da paisagem para além de si.
Sem saber o quê fazer, pede ajuda.
Todos desenham





MAM-RJ e Maré

Fotos: Júlio Callado e Thiago Jatobá 


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Conjugados (ecos)

Daniela Mattos e Alexandre Sá

− comunicabilidade / incomunicabilidade− espaço / arquitetura / paisagem− escrita /desenho− escuta / observação / silêncio




Materiais:
duas cadeiras iguaisuma resma de papel ofício para cada umcanetasfita adesiva


1 – os performers se colocam nos extremos opostos da rampa (dm em baixo, as em cima) e permanecem em silencio por 4'33''
2 – a resma de papel ofício de cada um será usada da seguinte forma: a performer constrói uma linha usando as folhas e fita adesiva e o performer faz gaivotas de dobradura com as folhas, ambos com a ajuda dos espectadores
3 – a primeira parte da acão deve ser feita em deslocamento, direcionada a um suposto ponto de encontro
4 – Após o encontro dos performers, eles retornam ao lugar de início e começam a usar o caderno de anotações e desenhos
5 – os performers devem selecionar situações ou imagens ou sons no entorno e traduzir com escrita e/ou desenho tais observações
6 – tão logo for coletada uma imagem/som/pensamento/etc os performers devem levar seu caderno até o outro e após mostrarem suas anotações/desenhos, trocam seus cadernos entre si
7 – essa troca acontecerá até o término das folhas dos cadernos, quando a ação termina


Desenhos: Alexandre Sá

Com: 
Guilherme Vergara
Elisa de Magalhães
Jonas Arrabal
João Veiga Jordão
Cecília Cotrim
Tatiana Grinberg



Fotos: Wilton Montenegro

Fonte: http://alexandresa.org/filter/ações/Conjugados-ecos

Alexandre Sá

Alexandre Sá vive e trabalha no Rio de Janeiro. É doutor e mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ e licenciado em História da Arte pela UERJ. É um profissional híbrido que trabalha com as mais diversas linguagens (instalações, performances, fotografias, objetos e vídeos) e sua pesquisa plástica tem como preocupação estética as relações entre o texto, a imagem, a poesia, o corpo e a psicanálise. Uma de suas particularidades é o diálogo entre teoria e prática, pois também atua também crítico, escrevendo textos para revistas especializadas. É coordenador da graduação e professor do Instituto de Artes da UERJ; coordenador e professor do curso de Artes Visuais da Unigranrio. Integra a comissão editorial da revista Concinnitas (do Instituto de Artes da UERJ). Foi consultor de projetos artísticos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e atualmente é professor de História da Arte nesta mesma instituição para o curso gratuito de Fundamentação. Atualmente está em processo de formação psicanalítica no Instituto FCCL-Rio (Formações Clínicas do Campo Lacaniano).

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4744805A1

http://alexandresa.org/filter/ações