terça-feira, 26 de maio de 2015

Piratão

PIRATÃO é uma prática artística que investiga e simula a economia informal e pirata para forjar um sistema de distribuição, acesso e circulação a trabalhos de videoartes e filmes de artista numa escala sem precedentes, rearticulados como um produto audiovisual, e não mais como objetos, voltados para a lógica do consumo, e não mais do colecionismo, vendidos a preço banal e com tiragem ilimitada. 

Francamente inspirados nos dvds piratas comercializados informalmente, os PIRATÕES consistem numa mídia dvd printable + capa xerocada + embalagem plástica + carimbo manual + vídeos apropriados, comercializados somente no momento da ação, aos moldes e preços praticados pelos camelôs dos grandes centros urbanos. No acervo do coletivo, mais de 1.000 vídeos catalogados, permitindo-se saber quais são os artistas mais vendidos, mais exibidos e demandados, quantos dvds são comercializados a cada edição do projeto, o montante de dinheiro movimentado, dentre outros dados estatísticos.
 
Ao se deslocar, PIRATÃO difunde/exibe por outros lugares o acervo de vídeos aglutinado no local de origem do coletivo, na mesma medida em que gera condições para que novos trabalhos de artistas locais sejam incorporados ao projeto, difundindo-se em seqüência, num movimento polinizador que opera constantemente aglutinação – deslocamento – difusão.

 


Desde 2009 foram realizadas 20 edições do projeto, que já percorreu as principais capitais de todas as regiões brasileiras, ocorrendo tanto em ruas e praças, quanto integrando mostras e exposições no MAM (RJ), Paço das Artes (SP), Caixa Cultural (RJ), Santander Cultural (PE), Prêmio Funarte Artes Visuais (PA/DF), Memorial da América Latina (SP), Galeria A Gentil Carioca (RJ), dentre outros, comercializando mais de 4.000 dvds PIRATÕES, num total de 8.329 vídeos difundidos.
A cada realização do projeto PIRATÃO um registro em vídeo é gerado, como forma de introduzir e documentar, dentro do campo das artes visuais, no atual estágio da arte contemporânea, um amplo debate sobre direitos autorais, pirataria, flexibilidade e democratização de acesso a bens artísticos, entendidos em sua dimensão imaterial/informacional.
Além da ação de venda de dvds piratas de videoartes, o projeto também se desdobra em outros trabalhos como a SESSÃO PIRATAVIDEOTECAPIRATA, FÁBRICA PIRATA e o PIRATÃO JUKEVIDEO
PIRATÃO buscar ativar redes de troca em torno da produção audiovisual voltada para o campo das artes plásticas, evidenciando a novíssima e vasta produção no campo da videoarte, facilitando o acesso/contato com trabalhos clássicos, propiciando um ponto aglutinação e difusão desse trabalhos a partir de um modelo que faz referência ao comércio popular, informal e pirata.

Fonte:

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Coletivo Filé de Peixe

O coletivo Filé de Peixe intervém na economia política da arte, agindo criticamente sobre processos de recepção e circulação da arte enquanto mercadoria, investigando as relações entre arte e vida, as instâncias limítrofes entre objeto e produto, entre colecionismo e consumo.
Mantém desde 2009 o projeto PIRATÃO, que ao modo e preços praticados pelos camelôs piratas dos grandes centros urbanos, comercializou mais de 7000 vídeos de autores clássicos e recentes, da produção videoartística nacional e internacional.Iniciou em 2012 a coleção CM² ARTE CONTEMPORÂNEA, adquirindo de artistas como Antonio Dias, Cildo Meireles, Ernesto Neto, Rosângela Rennó, dentre outros, obras de 1 cm² pelo preço do valor médio do cm² da obra.

Realizou em 2013 sua primeira exposição individual no Centro Cultural Banco do Nordeste (BNB), além de coletivas no Oi Futuro, MAM e Caixa Cultural-RJ, Santander Cultural-PE, Paço das Artes-SP, etc. Em 2014 participou da 6ª Bienal de Vancouver, Canadá. Em 2015 foi premiado no 66º Salão de Abril (Fortaleza – CE).


Fonte:

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Luis Henrique Saia

Eletro Performance
Luis Henrique SaiaRevista Around, 1990




Conheci Guto Lacaz no verão de 78, em Peruibe, durante filmagens onde eu atuava e ele era o cenógrafo do filme. No ato ficamos amigos. Dei minha peça para ele num final de tarde, que foi ler na piscina do hotel onde estavámos hospedados com a equipe, e, da janela do meu quarto podia vê-Ia dando boas gargalhadas com o texto. Daí em diante, nosso relacionamento foi se intensificando. Relampagos, Trovoadas. Muito sol e vento. Almoçamos. Guto mostrou-se ótimo degustador. Ouvimos operetas, Alberta Hunter e Caetano Veloso durante nosso papo e, em determinado momento, decolamos.
Criativo e instigante, nada lhe parece suficientemente perfeito e por não ser bobo, Guto Lacaz procura o humor como modo de vida. Admira movimentos culturais, o aprumo técnico das coisas, a desenvolrura dos sentimentos e das amizades. Admira também as mulheres "Que com sua formosura e sensibilidade alegram o mundo", mas se diz um tímido para um chega mais. Seu guru de cabeçeira? Bem, esse só pode ser o Prof. Bicudo, o nobre colega que tem con tribuido muito em sua vida científica, pela inteligéncia e perspicácia.
Guto nasceu em São Paulo. O signo? Adivinhem? Virgem, que tem Mercúrio como planeta, que rege a inteligência e cuias palavras chaves são: eficiência, perfeição e comunicação. Seus piores defeitos manifestam-se em atitudes conservadoras e hiper críticas. Telúrico e apegado, Guto nunca saiu do país, salvo excessão de uma viagem ao Paraguay, para um rápido contrabando, não realizado. Risos Gerais. Fora isso, viajou pouco pelo Brasil: "Me sinto muito bem em São Paulo, pois é onde estou instalado, onde tenho meu conforto garantido, onde estão meus amigos e familiares. Culturalmente, em São Paulo é onde, entre parêntesis, acontecem as coisas no país. Acho que é uma cidade que está sem saída, urbanisticamente condenada. Conheci São Paulo como sendo um verdadeito paraíso. Morava numa casa espaçosa, com quintal, muita brincadeira e nenhuma violência. Uma cidade rica em arquitetura, praças e monumentos, que desapareceram".
Arquiteto de formação, mas artista plástico e gráfico por opção, Guto estudou um ano no Dante Alleghieri, que achava caretíssimo, e fez o ginásio no vocacional Eduardo Prado, onde se encontrou, pois "lá estava a nata dos reprovados ou casos perdidos", disse ele. Fez o curso de Eletrônica, mas no ano em que ia se formar entrou na Faculdade de Arquitetura de São José dos Campos (sendo da turma que inaugurou a faculdade) onde fez sua cabeça e a cabeça de muitas pessoas. Guto adorava dar bola no pilotis. Lá, Guto, que sempre sentiu prazer em desenhar, dirigiu melhor tal atividade, mas sem nunca pensar em ser artista plástico. Um dia, deu-lhe na telha e, apanhou as coisas que fazia por impulso e apresentou 14 trabalhos na "I.. Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado". Ganhou um prêmio, sentiu o pique da coisa e foi lançado. Nessa época, já fazia ilustração, livros, marcas, e exercia a profissão de arquiteto (e que exerce aré hoie quando o cliente aparece).
Guto costuma dizer que quando era menino, a chave de sua cabeça e primeiro referencial foi Ruy Jorge Pedreira: "Uma pessoa única, integra, serísslma e ultra irônica. Sabia tirar um bom sarro. Desenhava muiro bem com a formação das histórias em quadrinhos, e enquanto desenhava, toda a molecada da rua ficava ao seu redor, fascinada". Lembra também com satisfação de Dorinho e Borracha, amigos de colégio que faziam "arte" e davam risada prá cacete. Depois da faculdade, foi de encontro aos artistas plásticos: Dudi Maia Rosa, vigoroso e criativo e o excêntrico Boi. Nas artes gráficas, seus mestres e sócios são Mário Cafiero, Ricardo Van Steen e Farah.
Depois de algumas coletivas de objetos e desenhos, foi convidado para fazer sua primeira individual, IDÉIAS MODERNAS, uma das melhores exposições do ano passado, na qual mostrou

pessoas que comentam com alegria alguns trabalhos expostos.
Guto é do tipo rápido, certeiro, prático. Pega um problema ou uma situação e decompõe em partes, estudando uma a uma com detalhes. É um inventor. Gosta de trabalhar, mas sabe se divertir, curtir a vida, ver com poesia o quebrar de uma onda, ver o por do sol (do sol propriamente dito ele gosta com moderação) e acha que a felicidade é fundamental. Trabalha continuamente e, de um ano para cá, começou a admirar e se interessar pelas performances, gênero artístico que acha muito contemporâneo e como seu trabalho tem muitos objetos, gostaria de colocar esses objetos num espaço cênico. No momenro, Guto prepara uma pedormance multi-mídia. Entre seus trabalhos divulgados, fez a capa da revista Veja sobre cursos de inglês no Brasil e quebrou o gelo, pois as capas da revista, salvo excessões, são muito caretas. lIustrou o livro" Antes Que eu Me Esqueça" do Deus perdido Roberto Bicelli; o projeto gráfico da peça "Coração na Boca"; projeto gráfico da Vídeo-Verso; Revista Arte em São Paulo; Revista Via Cinturato da Pirelli; projetos gráficos para a Racional Engenharia, entre outros. No momento, faz o projero gráfico do livro Café Cadillac, poesias do artista plástico e arquiteto Fernando Stickel. 

Fonte:

http://www.gutolacaz.com.br/artes/textos/Around.pdf

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Comentários sobre o trabalho em performance

Eletroperformance

A Ciência e a Tecnologia postas a nu. Reinventadas. Usadas como recurso cênico e performático. A discussão vital do mito do progresso científico permeia todo trabalho de Guto Lacaz.
João Pedrosa/HV
Sheila Leiner/Fundação Bienal
Oswaldo Faustino/Diário Popular
Miguel de Almeida/FSP
Data: Junho de 1983
Renato Cohen/Performance como Linguagem
Editora Perspectiva 




Como performer Guto Lacaz destaca-se pelo senso de humor e pelo rigoroso ritmo com que opera o caos emergente de seu palco portátil onde marcam encontro cadeiras elétricas, rádios especializados em sintonizar Vicente Celestino, serrotes em contraponto com espadas de néon, vídeos, super 8, datilógrafas punks escrevendo memorandos para Satã, toca discos digitando nuvens; a alegria pontuando o espaço. Roberto Bicelli/Funarte
Seu trabalho em performance com instalação revela empenho, humor e invenção. O expressivo domínio do tempo, espaço e imagem torna-o compreensível e comunicativo.
... E Lacaz, junto com o grupo que o acompanha, é considerado o mais louco, mais rigoroso, mais equilibrado e detonador de paixões, de todos os performáticos que estarão presentes na Funarte, nestes dois dias.
...O criativo Guto Lacaz fez genial performance ao lado de Cristina Mutarelli no West Bar Ponderosa. Os ingressos custaram mil cruzeiros e deram um feliz prazer.
... De tudo, o que mais me impressionou foi Guto Lacaz / Cristina Mutarelli e a Eletroperformance. O inventor Guto Lacaz, também um lapidador de frases e imagens iconoclastas, teve a perfeição de construir dezenas de objetos para figurar em sua apresentação. Ou de utilizar objetos de uso doméstico como um aspirador de pó. Ele é da idéia de que um objeto de uso cotidiano tirado de seu cenário, e usado em outro contexto, provoca rupturas e atritos. O público assim é chamado a observar detalhes que normalmente nem mais presta atenção.A estrutura da Eletroperformance se baseia na mistura e talvez síntese de todas as mídias. Prevalecia a coisa cênica, mas, antes de tudo sob a estrutura cinética, de quadros e imagens. Guto Lacaz fazia ainda o uso abusado de alguns clichês cinematográficos, mas todos eles sob o ponto de vista critico e iconoclasta. Ele parecia estar atrás do riso ao confrontar detalhes e linguagens. Conseguiu. Mostrou algo importante, em outro aspecto: não é porque o trabalho foi criado, concebido sob uma idéia, que ele perde seu valor de impacto ou de enlouquecimento. Os loucos racionais me parecem os piores. Há quem assine embaixo esta afirmação.

Miguel de Almeida/Primeiramão
Aproximação de um Espetáculo Conceitual A Eletroperformance de Guto Lacaz Local: Ponderosa Bar São Paulo

O local da performance é um café-teatro que tem, no segundo andar, uma pequena sala de espetáculos. A sala é dividida em um pequeno palco e um espaço para o público. O público é de aproximadamente setenta pessoas e a performance acontece somente neste dia, no horário especial das 24 horas. O espetáculo se divide em quadros (num total de 14), cada quadro tendo como base um aparelho elétrico, uma idéia e um clima determinado. O espetáculo é apresentado por dois performers: Guto Lacaz e Cristina Mutarelli. Ambos vestem aventais brancos e usam óculos escuros. À medida que os dois vão mexendo com os aparelhos elétricos, temos a impressão de estarmos diante de um “cientista (criador) maluco“ e sua partner. O espetáculo é multimidiático (utilizase de teatro, cinema, cibernética, plástica, iluminação por néon, etc) e não existe nos performers a preocupação de “interpretação”, a impressão que fica é de sempre estarmos vendo uma demonstração. Os performers, com ironia e principalmente humor, vão mostrando várias possibilidades de utilização dos objetos elétricos (sempre inusitadas, como descreveremos a seguir). Deter-nos-emos em dois quadros da performance que merecem destaque especial: num dos quadros a cena é de um rádio (do tipo antigo, de madeira e luminoso). O rádio é o

personagem único da cena (os dois performers estão fora no momento). À medida que transmite informações bombásticas, o rádio pisca e movimenta-se em cena (grande parte do mérito do espetáculo de Guto Lacaz se baseia na qualidade das engenhocas que este originalmente um artista plástico, constrói. O rádio está encaixado em um trilho que permite a sua movimentação sem que se perceba
isso da platéia). O outro quadro é o do fechamento da performance. Os dois performers estão em cena. A luz de néon os ilumina. A partner segura uma bola de plástico. Uma música clássica, triunfal, anuncia que o gran finale está para acontecer. Guto liga o tubo de ar – um aspirador de pó ao contrário e aproxima suas mãos das de sua partner. De repente, os dois se posicionam em cima do tubo de ar, a bola sobe e fica flutuando a uma certa altura no espaço. O efeito produzido é mágico.
A Eletroperformance trabalha com a dialética tempo-espaço ficcional/tempo espaço real. E justamente o jogo com esses dois tempos, que se dá através de uma brincadeira com a convenção teatral, que faz com que essa performance possa ser apontada como um espetáculo conceitual (na medida em que brinca com os conceitos de convenção, representação, atuação etc. que estruturam a arte teatral). A Eletroperformance funciona como uma demonstração. Fica demonstrado que qualquer coisa interessante pode ser uma cena (como o rádio) e que não precisa haver o fio dramatúrgico nem grandes personagens em cena, para o espetáculo se sustentar. A Eletroperformance caminha sempre à base do anticlímax, da anticena, da antiatuação. Os performers entram e saem de cena e demonstram o uso dos aparelhos elétricos (sempre inusitados) como uma feira de utilidades domésticas: Guto e Cristina entram seguram a bola, olham para o público e de repente o aspirador é ligado e a bola, inusitadamente, fica suspensa no ar. Não acontece nenhuma grande cena, nenhuma grande interpretação.
Fica sempre demonstrado, nessa performance a substituição do eixo de sustentação do teatro convencional (narração / personagem) pelo eixo da performance (live art/performer). O que o performer coloca em cena, no lugar de uma personagem construída, é sua habilidade pessoal (no caso a habilidade de Guto Lacaz de construir as engenhocas e de fundir linguagens). Guto Lacaz centra sua pesquisa no que podemos chamar de uma cenotécnica eletrônica. O espetáculo se enquadra na linha do trabalho formalizado, deliberado. Na Eletroperformance, as cenas (uso dos aparelho) são rigorosamente ensaiadas e cada efeito é milimetricamente calculado.


Fonte:
http://gutolacaz.com.br/artes/textos/ComentariosPerformance.pdf

terça-feira, 19 de maio de 2015

Eletroperformance

Guto Lacaz


Guto Lacaz

Carlos Auguto Martins Lacaz (São Paulo SP 1948). Artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo. Forma-se em eletrônica industrial pelo Liceu Eduardo Prado, em 1970, e em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos, São Paulo, em 1974. É editor de arte das revistas Around/AZ e Via Cinturato. Entre 1978 e 1984, leciona comunicação visual e desenho de arquitetura na Faculdade de Artes Plásticas da Pontifícia Universidade Católica - PUC, de Campinas. Em São Paulo, leciona no Colégio Iadê, no curso de arquitetura na Faculdade de Belas Artes e no curso livre Artur Cole, entre 1981 e 1984. Realiza performances como Eletro-Performance, 1984; Estranha Descoberta Acidental, 1984; O Executivo Heavy Metal, 1987; Espetáculo Máquinas II, 1999, entre outras. Na década de 1990, ilustra os livros Crescente: 1977-1990, de Duda Machado; Num Zoológico de Letras, de Régis Bonvicino (1955); e o Balé dos Skazka's, de Kátia Canton. Em 2005, publica o livro Desculpe a Letra, que reúne desenhos realizados para a coluna da jornalista Joyce Paschowith, no jornal Folha de S. Paulo.
Comentário Crítico
A produção de Guto Lacaz transita entre o design gráfico, a criação com objetos do cotidiano e a exploração das possibilidades tecnológicas na arte, sempre tratados com humor e ironia, como é possível notar em Crushfixo (1974), um de seus primeiros trabalhos, ou em Fuscão Preto no Acapulco Drive-In (1981), no qual, por meio de uma maquete, associa uma canção popular à música de vanguarda do compositor Arrigo Barnabé (1951).

Vários de seus trabalhos relacionam-se ao universo da mídia e do consumo, como Óleo Maria à Procura da Salada (1982), em que uma lata de óleo se desloca em uma bandeja equipada com radares, ou Ono (1991), obra em homenagem ao arquiteto Walter Ono, criada a partir de um embalagem de sabão em pó. Lacaz realiza também grandes instalações, como Auditório para Questões Delicadas (1989), na qual faz uma intervenção no parque Ibirapuera, em São Paulo. Instala, no meio do lago do parque, seqüências de cadeiras, que, por meio de estruturas ocultas, parecem flutuar na água. Em Cosmos (1991), definida pelo artista como uma livre interpretação da mecânica celeste, dispõe, em uma sala escura, pedestais de diferentes alturas, cujos motores elétricos fazem com que pequenas esferas brancas descrevam orbitais que variam em direção, diâmetro e velocidade. Ao percorrer a instalação, o espectador tem a sensação de estar caminhando por entre os corpos celestes.
Guto Lacaz realiza ainda diversas performances, como Espetáculo Máquinas II (1999) ou Eletro Performance (1984), que tem como participantes a atriz Cristina Mutarelli (1957), o arquiteto Javier Borracha e o irmão do artista Nenê Lacaz, entre outros.
Fonte: