quarta-feira, 13 de maio de 2015

Incômodo

PERFORMASOM
Neologismo criado pra expressar a vontade de unir duas linguagens da arte: Performance e Som. 
Tenho pensado muito sobre a  imersão que a experiência da performance e da música causam no corpo e na mente humana, de forma até parecida quando comparamos performers e músicos. A fim de atingir uma entrega do público participante e uma superação das resistências da sociedade, vejo o som como forma de cura. 

INCÔMODO
Data: 6/05/2015 
Duração: Flexível a mudanças
Gravação: Thatiana Montenegro

A performance "Incômodo" nasceu pra dar star a essa relação, ela tem como principal objetivo causar o estranhamento das pessoas ao redor. A ação do performer consiste em entrar num espaço de caráter silencioso, onde a maioria se mantém calado, como em elevadores, igrejas ou museus, e acionar um som estridente, ou seja, não esperado por todos. 
"Incômodo" foi realizada dentro dos elevadores da UERJ e entre olhares pude notar o desconforto e desconfiança de muitas pessoas, tirando aquelas que estavam com seus fones de ouvido. 

Começo assim a experiência entre performance e som no corpo e na mente humana. 





terça-feira, 12 de maio de 2015

Volumetria

Performance Volumetria

A ação se resume em acumulações de corpos e movéis que reconfiguram a visão do caos já instaurado. Som, luz e movimento alimentam a visão do desmantelamento...e da recomposição de uma realidade. Nas Volumetrias do mundo, homem e objeto se tornam elementos de composição da existência.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Bancarrotas

Bancarrotas [performance, 2012]
Parque Municipal, Noites Brancas


Duração: 2 horas
Performers: Ana Luisa Santos, Inácio Mariani, Marco Paulo Rolla, Noemi Assumpção, Regina Ganz.
Produção: Fernando Costa.


Cinco aristocráticos exageradamente vestidos e enfeitados com jóias percorrem o Parque Municipal, no centro de Belo Horizonte. Cada um deles tem um saco de dinheiro falso. Eles circulam rindo exageradamente, até encontrarem uma enorme árvore para subir. Do topo da árvore deixam o dinheiro a cair, nota por nota, rindo constantemente.

A performance é uma crítica sobre o quadro social hierárquico - econômica e politicamente - no Brasil. O poder do dinheiro e o comportamento repugnante em relação às pessoas no país.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dialética do corpo e espaço

DESCRIÇÃO
No início da escadaria do prédio do Paço da Liberdade encontra-se um grande saco de espuma contendo 57 placas de espuma e 57 novelos de lã. Tiro do saco uma placa de espuma e, com um novelo de lã, amarro-o na sola do meu pé. Subo o primeiro degrau da escada e coloco o novelo no degrau. Tiro outra placa de espuma, outro novelo de lã, amarro-o no meu outro pé e subo, carregando o saco, mais um degrau, colocando no novelo no degrau. Para cada degrau que subo, tiro uma placa de espuma e um novelo do saco, amarrando no meu corpo e soltando o novelo em cada degrau. Até o segundo andar do prédio são 56 degraus. Subo cada degrau completando exatamente essa ação. Próximo ao segundo andar, faltando poucos degraus, não consigo mais amarrar as placas, e todos os novelos viraram um grande emaranhado de fios. Pego o saco, visto sobre minha cabeça e subo até o segundo andar. Por conta dos novelos deixados para trás, fico preso à escada. Começo a me movimentar para dar uma volta por trás dela. Quando não consigo mais me movimentar, arrebendo alguns fios de lã presos ao corpo. Quando consigo dar a volta por trás da escada, tiro do meu bolso uma tesoura e começo a descer, dessa vez cortando os fios a cada degrau que desço. Quando chego ao primeiro degrau do térreo, onde começou a performance, corto o último fio de lã, que prende a última placa de espuma ao meu corpo, finalizando a performance
SOBRE A PERFORMANCE
Esta performance foi criada especialmente para o prédio do Sesc Paço da Liberdade. Por ser um prédio histórico e tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, há diversas regras e limites que impossibilitam a execução de performance com os mais variados materiais, por exemplo, água, tinta, pó etc. Este trabalho surgiu exatamente por essa questão, a essa limitação comum em espaços tombados. Pensando em uma ação que ‘protegesse’ o espaço, trabalhei com materiais que não agredissem o mesmo, ou seja, espuma e lã. As cores dos novelos de lã foram retiradas das cores presentes no prédio. 
Como em outros trabalhos, a teleologia da ação aparece como base do trabalho e o fim visado (télos) cada vez mais difícil de ser alcançado conforme desenvolvo a minha ação. Contudo, a ação ganha um novo sentido aqui, um sentido que relaciona meu corpo ao espaço. É a ação que constrói a dialética entre corpo e espaço.

Vídeo:
Fonte:

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Eu prometo!

EU PROMETO! | MEMORIAL MINAS GERAIS VALE • 2014

A performance ocorreu no dia 23 de agosto de 2014, no programa Performance no Museu com curadoria de Marco Paulo Rolla | Memorial Minas Gerais Vale | Belo Horizonte.
Nesta performance faço uma reflexão sobre a frase "Quando eu falo 'eu prometo', eu prometo uma ação a alguém". Exploro nesse trabalho ações complexas que se relacionam com as minhas reflexões que desenvolvo durante a performance. 
Fonte:

Artista da performance

Fernando Ribeiro

Artista da performance e curador, vive e trabalha em Curitiba, Brasil. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná (2002) e especialista em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal do Paraná (2010).
Iniciou seus estudos sobre a performance art em 1999. Nesta última década, foi um dos responsáveis pela divulgação, reflexão e discussão sobre a performance art em sua cidade. Além de apresentar diversos trabalhos nesse período, também fomentou esse tipo de arte por meio de palestras e workshops.
O seu trabalho está calcado na exploração da ação, em um sentido lato. Questões relacionadas à teleologia da ação, ações simples, complexas e práticas, ao saber-agir e poder-agir são constantes. E, relacionada à ação, mas direcionando-se para além desta, a filosofia se faz cada vez mais presente na sua prática.
Fernando participou de diversos eventos, festivais e exposições, entre eles MIP – Manifestação Internacional de Performance – Belo Horizonte, 2003; O Corpo na Cidade: performance em Curitiba, 2009; Trampolim – Vitória, 2011; Performa Paço – São Paulo, 2011; 1º Itajaí Arte e Mídia – Itajaí, 2011; Direct Action 2011, Berlim, Hannover e Londres, 2011; Urbe-Brote Urbano – Buenos Aires, 2011; Defibrillator Performance Art Gallery – Chicago, 2012; Mobius Inc – Boston, 2012; Grace Exhibition Space – Nova York, 2012; 4to Encuentro de Acción en Vivo y Diferido – Bogotá, 2012; Performance Corpo Política, Brasília, 2013; Miami Performance International Festival, Miami, 2013; Corpo Ausente – Circuito Bode Arte – Natal, 2013; Mostra Performatus #1 – São Paulo, 2014; Independência: Quem troca? – Curitiba, 2014; Linguada Mostra de Artes – Curitiba, 2014; II Mostra de Arte Performática do Sesc Paço da Liberdade, 2014; Performance no Memorial, Memorial Minas Gerais Vale – Belo Horizonte, 2014.
Para além de seu trabalho prático, também é curador e organizador da p.ARTE – Mostra de Performance Art: noite mensal de performance art em Curitiba, que ocorre desde maio de 2012. Foi curador convidado da Bienal Internacional de Curitiba 2013, sendo responsável pela curadoria do programa de performance art. E novamente foi convidado para ser curador de performance da Bienal Internacional de Curitiba 2015.
Fonte:

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bárbaros

Performance de artista visual chama atenção de público na Praça Saldanha Marinho
Atividade fez parte da programação do Grito Rock Santa Maria



Quem passou pela Praça Saldanha Marinho por volta das 16h30min desta quinta-feira, provavelmente se deparou com uma situação inusitada. Perto do coreto da praça, uma pessoa gritava, em um microfone, repetidamente, a palavra: "bárbaros".
A intervenção era mais uma das performances da artista visual Élle de Bernardini. Com o nome de "Báááárbaros", o objetivo da performance, segundo Élle, era de trazer perturbação e o desconforto às pessoas que passavam pela praça. A ideia da artista foi gritar até perder a voz.
Para se preparar, Élle ficou durante 14 horas sem beber água e fez compressas com gelo no pescoço, para facilitar o processo da perda da voz.
Denise Lovato, 36 anos, passava pelo local e entendeu o ato como um protesto:
— Eu vi que as pessoas se incomodaram. Mas entendi que ela quis dizer exatamente isso: as pessoas se incomodam com os gritos dela, mas as barbaridades que acontecem por aí não as incomodam tanto.

Fonte: